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15 / dez

Mitos e verdades sobre o HIV

O vírus da imunodeficiência humana, mais conhecido como HIV, é o causador da AIDS. Ele age através do ataque ao sistema imunológico para conseguir se multiplicar no organismo e ocasionar uma infecção generalizada. É necessário quebrar o tabu social que envolve o HIV para que informações sobre transmissão e prevenção cheguem a mais e mais pessoas, pois dados do Unaids revelam que o número de infecções pelo HIV no Brasil subiu 21% desde 2010, apesar dos esforços globais em prol de sua erradicação.

Como o assunto ainda é estigmatizado, muitas falácias a respeito do HIV ainda são repercutidas. É hora de esclarecer o que é mito e o que é verdade a respeito do vírus da imunodeficiência humana:

Ter HIV é o mesmo que ter AIDS?

MITO. AIDS é uma doença causada pelo HIV, mas existem muitos portadores do vírus que passam anos sem qualquer sintoma de desenvolvimento da doença. Isso é perigoso, pois estes soropositivos podem transmitir o vírus via relação sexual desprotegida ou no compartilhamento de seringas sem nem saber que são portadores. Por esta razão, é de extrema importância estar protegido em qualquer relação e manter os exames sempre em dia.

Pessoas portadoras de HIV podem ter filhos não portadores do vírus?

VERDADE. Basta que a mulher soropositiva faça o tratamento e mantenha a infecção controlada para reduzir de maneira drástica a possibilidade de transmissão do vírus ao bebê durante a gravidez ou parto. Se o pai for portador do vírus, a opção mais segura é o tratamento para que não seja passado para a mulher.

O portador de HIV transmite o vírus em qualquer relação sexual?

MITO. Não ocorre transmissão do HIV quando o portador faz o tratamento adequado e mantém o vírus controlado por pelo menos 6 meses. Neste caso, são pessoas que tomam as medicações diárias e apresentam o exame de controle da carga viral como “indetectável”. É o que se chama de “tratamento como prevenção”, onde o resultado “indetectável” significa “intransmissível”. Entretanto, o mesmo não se aplica a mulheres lactantes – mesmo nos casos de resultado “indetectável”, a recomendação é a de não amamentar.

Existe alguma intervenção emergencial para casos de suspeita de contato com o vírus?

VERDADE. Existe a Profilaxia Pós-Exposição (PEP): um tratamento preventivo de urgência para quem praticou sexo desprotegido e desconfia que houve possibilidade de contato com o vírus. O tratamento de urgência dura 28 dias e deve ser iniciado em até 72h após a relação sexual.

Somente a relação sexual transmite HIV?

MITO. Além da relação sexual desprotegida, o HIV também é transmitido via contato sanguíneo (especialmente por seringas compartilhadas), na gravidez, parto ou amamentação (mãe soropositiva passa ao bebê). Não são caminhos de transmissão do HIV: abraço, beijo, aperto de mão, assento de ônibus, vaso sanitário ou compartilhamento de quaisquer itens não-perfurantes. Alimentar estes mitos reforça o preconceito e marginalização ainda sofridos pelos soropositivos.

Sexo oral transmite HIV?

VERDADE, mas a possibilidade é mínima. Mesmo quando a prática do sexo oral ocorre sem camisinha e o parceiro soropositivo apresenta carga viral alta, as chances de transmissão são muito baixas. Entretanto, a proteção em qualquer atividade sexual sempre é a recomendação principal.

Portadores de HIV têm menor expectativa de vida?

MITO. Este é mais um estigma carregado erroneamente pelos soropositivos. Portadores de HIV que seguem corretamente o tratamento e apresentam sucesso terapêutico têm a mesma expectativa de vida que qualquer pessoa. O mais importante é que a presença do vírus seja detectada cedo e que o tratamento seja administrado o mais rápido possível.

O tratamento para HIV ainda causa efeitos colaterais severos?

MITO. O tratamento para HIV já foi severo no passado, quando não existiam fármacos tão precisos à disposição. Mas hoje em dia dispomos de medicamentos altamente eficazes e seguros, sem qualquer efeito colateral para alguns pacientes. De um coquetel composto por diversos comprimidos, hoje o tratamento para HIV se concentra em um único comprimido que garante total qualidade de vida ao portador.

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