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15 / fev

Lúpus – causas, sintomas e tratamentos

Lúpus eritematoso sistêmico é um distúrbio crônico autoimune que leva o sistema imunológico do paciente a produzir anticorpos numa quantidade que excede o limite natural. A concentração excessiva de anticorpos faz com que as células de defesa ataquem tecidos do próprio organismo por engano, desencadeando inflamações e lesões em diversas áreas do corpo. Os órgãos mais comumente afetados pelo lúpus são pele, rins, pulmões e articulações – entretanto, existem casos mais graves onde as células de defesa atacam o cérebro ou o coração.

Existem quatro manifestações distintas desta condição: lúpus sistêmico (o mais comum, pode despertar inflamações em qualquer órgão), lúpus discoide (desperta inflamações apenas na pele, mas pode evoluir para o quadro sistêmico), lúpus induzido por drogas (inflamações autoimunes que surgem durante o uso contínuo de medicamentos ou outras substâncias químicas, que tendem a desaparecer após a suspensão do uso) e lúpus neonatal (condição rara, onde os anticorpos da mãe atacam o organismo do bebê no útero).

CAUSAS

Ainda não se sabe exatamente qual o fator decisivo para despertar o comportamento anormal do sistema imunológico e levar ao ataque dos próprios órgãos. A causa hoje aceita pela comunidade médica consiste na combinação de fatores genéticos, hormonais, infecciosos e ambientais – mas mesmo o indivíduo com predisposição ao quadro precisa entrar em contato com algum fator externo capaz de desencadear o comportamento anômalo nas células de defesa. Infecções prévias, exposição excessiva ao sol, uso de antibióticos e de medicamentos para controle da pressão arterial ou convulsões são fatores associados ao desenvolvimento do quadro.

O lúpus pode ocorrer em pessoas de qualquer idade, raça ou gênero, embora seja mais comum entre mulheres jovens. A idade média para o aparecimento da doença é aos 31 anos, mas o principal grupo de risco engloba mulheres dos 15 aos 40 anos.

SINTOMAS

Lúpus é uma doença de curso imprevisível. Muitos pacientes passam anos sem qualquer sintoma, enquanto outros apresentam crises frequentes. Sua manifestação pode ser mais branda ou agressiva, com sinais temporários ou permanentes, de acordo com o organismo de cada paciente. A expressão mais comum do quadro são sintomas moderados e esporádicos, que se potencializam durante a crise e depois desaparecem.

Fadiga, febre, dor no peito e nas articulações, feridas na boca, queda de cabelo, vermelhidão no rosto, dificuldade para respirar, dor de cabeça, fotossensibilidade e confusão mental são sintomas característicos do quadro, que costumam vir acompanhados de sinais específicos, relacionados ao órgão afetado pelo lúpus. Coloração irregular da pele (quando o lúpus ataca a pele), tosse com sangue (quando o lúpus ataca o pulmão), arritmia (quando o lúpus ataca o coração) e convulsões (quando o lúpus ataca o sistema nervoso) são alguns dos sintomas específicos mais frequentes.

TRATAMENTO

O lúpus não pode ser curado, mas é possível controlar a manifestação dos sintomas para que nenhum dano grave seja oferecido ao organismo do paciente. Sendo assim, o tratamento é específico para cada caso, direcionado aos órgãos mais afetados. Nos casos mais graves, o uso de corticoides em alta dosagem e de drogas citotóxicas (inibidoras do crescimento celular) se faz necessário. O acompanhamento médico periódico é altamente indicado para garantir o máximo de saúde e de qualidade de vida aos pacientes.

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