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17 / dez

Entenda melhor o HIV

O número de infecções por HIV vem aumentando em mais de 50 países e, apesar dos esforços globais para erradicar a propagação do vírus, a redução ainda caminha a passos lentos: 1,8 milhão de novas infecções foram contabilizadas em 2017 ao redor do mundo, representando uma queda de apenas 18% nos últimos 7 anos. Tais dados da UNIAIDS alertam para a seriedade do cenário global e para necessidade de conscientizar a população sobre a importância da prevenção.

Sabendo que a informação é uma das medidas preventivas mais eficazes, tire suas dúvidas a respeito do HIV:

O QUE É

O vírus da imunodeficiência humana, também conhecido como HIV, é o agente biológico causador da AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida): doença que ataca o sistema imunológico do paciente, destruindo os linfócitos (células de defesa) e impedindo o organismo de se defender contra doenças.

O HIV é um retrovírus que infecta as células sanguíneas e apresenta um período de incubação prolongado após invadir o organismo, que faz os sintomas da doença demorarem para se manifestar – podendo, inclusive, não se manifestar em alguns portadores. Existem muitos soropositivos que não desenvolvem o quadro de AIDS e passam anos sem saber que são portadores do HIV, mas podendo transmitir o vírus para terceiros se as devidas medidas preventivas não forem tomadas.

TRANSMISSÃO

O vírus está presente no sêmen, secreção vaginal, sangue e leite materno dos portadores, e alguns tipos de interação desprotegida com fluidos contaminados provocam a transmissão do HIV. As formas de transmissão mais comuns são:

Sexo (vaginal, anal ou oral) sem camisinha;
Compartilhamento de seringas, agulhas e outros materiais não esterilizados (como equipamentos médicos ou para tatuagens/piercings);
Da mãe portadora para o filho, seja durante o parto ou amamentação.

SINTOMAS

Em até 6 semanas após a infecção pelo HIV, podem aparecer sintomas similares ao de uma gripe, como fadiga, febre, tosse seca e dor de garganta – mas a não manifestação de qualquer sinal é bastante comum. A efetiva manifestação de sintomas costuma ocorrer quando o quadro evolui para AIDS, deixando o paciente mais vulnerável a gripes e infecções e podendo detectar a redução no número de glóbulos brancos através de exames de sangue. Quando a presença do HIV não é detectada e controlada ainda neste estágio inicial, surgem as chamadas doenças oportunistas, que se aproveitam da debilidade do sistema imunológico para atacar o corpo: pneumonia, tuberculose, hepatites virais e toxoplasmose podem ser indicativos desta doença autoimune.

PREVENÇÃO

Para manter-se protegidos dos riscos que o HIV pode oferecer, as recomendações são muito simples:

  • Usar proteção em todo tipo de contato sexual;
  • Usar seringas e agulhas descartáveis;
  • Não dispensar o uso de luvas no contato com ferimentos abertos ou líquidos corporais;
  • Realizar todos os testes necessários antes de doar sangue ou hemoderivados para transfusão;
  • Disponibilizar um acompanhamento pré-natal diferenciado para mães soropositivas, com uso de medicamentos antirretrovirais durante a gestação, para impedir a transmissão para o bebê.

Tais recomendações são de extrema importância e devem ser levadas a sério. Prevenir-se contra a AIDS é, além de um cuidado com a própria vida, um ato consciente em prol da saúde pública.

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