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28 / jun

Doação de sangue: mitos e verdades

Tornar-se um doador de sangue é um gesto de altruísmo e cuidado com o próximo. Em uma única doação, é possível salvar até quatro vidas sem gerar qualquer dano à saúde do doador. Portadores de doenças crônicas graves e pacientes que passam por intervenções médicas complexas como transplantes, transfusões e procedimentos oncológicos são os principais beneficiados pela doação de sangue, que também é essencial para o tratamento de vítimas de calamidades e acidentes emergenciais.

No Brasil, cerca de 1,8% da população doa sangue regularmente, correspondendo à coleta de aproximadamente 3,6 milhões de bolsas ao ano. Apesar dos números atuais corresponderem aos parâmetros recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), aumentar o número de doadores é de extrema importância para garantir tempo e qualidade de vida a todas as pessoas que se encontram em condições delicadas de saúde. Para fazer uma doação, basta ter entre 16 e 69 anos, pesar mais de 50kg, não ter ingerido bebidas alcoólicas e dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas. Pessoas soropositivas, com histórico de câncer, malária, doença de chagas ou com problemas graves no coração, fígado ou rins estão impedidas de doar. Gravidez, amamentação, anemia, vacinas, tatuagens e piercings configuram impedimentos temporários por até 12 meses.

Ainda existem muitas dúvidas a respeito da doação de sangue que desencorajam o crescimento da população de doadores no Brasil. Entenda o que é mito e o que é verdade sobre o processo e se inspire a fazer parte desta corrente de solidariedade e cidadania:

Doadores podem contrair doenças transmissíveis pelo sangue?
MITO.
O processo de coleta é inteiramente realizado com equipamentos esterilizados e descartáveis, para que não haja qualquer risco de contaminação.

E quem recebe o sangue doado, corre risco de contaminação?
MITO. A doação de sangue é totalmente segura tanto para quem doa quanto para quem recebe. Além da triagem feita com os doadores no momento pré-coleta, todo sangue coletado é submetido ao Teste de Ácido Nucleico (NAT), onde é possível detectar doenças como HIV e Hepatite B e C mesmo nos casos onde há curto período de tempo entre o dia da contaminação e a doação.

A doação não dói e nem interfere no funcionamento do organismo do doador?
VERDADE. No corpo de um adulto há, em média, 5 litros de sangue – e a quantidade máxima coletada em uma doação é de 450ml. Desta forma, a reposição sanguínea se inicia dentro das 24 horas após a coleta e é feita naturalmente pelo corpo, sem causar qualquer desequilíbrio. A coleta é rápida e indolor, não causa emagrecimento, não engrossa o sangue e pode ser feita durante o período menstrual sem qualquer risco.

Idosos não podem doar sangue?
MITO. O Ministério da Saúde alterou a idade máxima para doação em 2013, passando de 60 para 69 anos. A idade mínima também foi alterada, passando de 18 para 16 anos (para doadores acompanhados pelo responsável legal). A mudança visa ampliar a quantidade de doações regulares, e os demais critérios para doação seguem sendo aplicados.

Diabéticos também podem ser doadores?
VERDADE. O diabetes não se enquadra como fator restritivo para a doação, desde que o quadro seja controlado somente via alimentação ou com hipoglicemiantes orais. Entretanto, se houver histórico de tratamento com insulina, o indivíduo será impedido de doar.

Me tornei um doador. Preciso fazer novas doações a cada 30 dias?
MITO. Para permanecer dentro dos critérios de segurança e equilíbrio do organismo, a doação de sangue deve ser feita com intervalos responsáveis. O intervalo mínimo é de 60 dias para homens e 90 dias para mulheres. Desta forma, doadores podem realizar até quatro doações por ano, e doadoras até três coletas anuais.

Preciso me preparar para o momento da coleta?
VERDADE. Alguns cuidados simples são necessários para poder realizar a doação de sangue. Estar descansado é fundamental, com pelo menos 6 horas de sono dentro das últimas 24 horas e sem prática de atividades físicas dentro das 5 horas anteriores à doação. Em relação à alimentação, é importante estar bem nutrido – jejum não é necessário! Recomenda-se refeições leves e pouco gordurosas. É proibido o consumo de bebidas alcoólicas nas 24 horas que precedem a coleta.

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