Notícias

31 / maio

Conheça as formas de transmissão para prevenir as Hepatites A, B e C

O quadro de inflamação do fígado é o que se chama de hepatite. Um caso de hepatite pode ser desencadeado pelo uso prolongado de medicamentos, bebidas alcoólicas e outras drogas, bem como pode ser decorrente de doenças genéticas, autoimunes e metabólicas. Existe ainda o grupo das hepatites virais, causadas por vírus classificados pelas letras A, B C, D e E, sendo as hepatites A, B e C as mais frequentes em território brasileiro.

Existe tratamento para todos os tipos de hepatite, que tornam-se mais complexos de acordo com o grau da lesão no fígado. O diagnóstico precoce pode ser complicado, visto que a doença se manifesta de maneira silenciosa em alguns casos. Saiba um pouco mais sobre os três principais tipos de hepatite viral – suas formas de transmissão, sintomas e prevenção:

HEPATITE A

É difícil identificar com exatidão a origem do contágio nos casos de hepatite A. De forma geral, o quadro é decorrente do consumo de água ou alimentos contaminados por resíduos fecais infectados pelo vírus VHA. Frutos do mar, bem como frutas e saladas (alimentos consumidos em estado cru) são os principais focos de transmissão, especialmente em localidades onde os serviços de saneamento básico são precários, e a tendência de alastramento é maior em espaços coletivos (como creches e escolas).

Os sintomas de hepatite A costumam se manifestar de 2 a 4 semanas após o contato com o vírus, e incluem náuseas, vômitos, desconforto abdominal, febre baixa, urina escura e amarelamento dos olhos e pele. Em 90% dos casos, a hepatite A evolui para cura espontânea dentro de 1 ou 2 meses. A melhor medida preventiva é a vacinação, com uma dose inicial e um reforço após 6 meses, além de cuidados comportamentais como não comer carne ou peixe crus em ambientes de higiene questionável e lavar muito bem as frutas e verduras antes de comer.

HEPATITE B

O contágio pelo vírus VHB, causador da hepatite B, se dá pelo contato com sangue ou secreções corporais infectadas. As formas mais comuns de transmissão são através do contato sexual desprotegido com uma pessoa infectada, compartilhamento de seringas, alicates e demais objetos cortantes contaminados, e no momento do parto (bebê entra em contato com o sangue da mãe contaminado pelo vírus).

Os sintomas da hepatite B costumam ficar evidentes nos adultos, mas podem ser silenciosos em crianças de até 5 anos. Náuseas, vômitos, dor abdominal, febre, urina escura e amarelamento dos olhos e pele são os principais sinais manifestados. Nos casos mais brandos, a hepatite B cura-se sozinha; quando há complicações, medicamentos antivirais se fazem necessários. Para prevenir-se, a vacinação é a maior recomendação. Alguns cuidados comportamentais são devem ser dispensados: usar sempre preservativo nas relações sexuais, não compartilhar materiais cortantes/perfurantes, e exigir equipamentos esterilizados na realização de tatuagens ou serviços como manicure e colocação de piercings.

HEPATITE C

A transmissão da hepatite C é bastante similar à da hepatite B, com a ressalva de que o contágio por via sexual é pouco frequente. O contato com uma pequena quantidade de sangue contaminado pelo vírus VHC é suficiente para transmitir a doença, que geralmente entra para a corrente sanguínea através de seringas, feridas ou cortes.

Em muitos casos, a hepatite C se desenvolve de forma silenciosa ou manifesta sintomas pouco explícitos, causando mal-estar que pode ser confundido com uma gripe. Febre baixa, desconforto gastrointestinal, fadiga e perda de apetite são os mais comuns. Ainda não existe vacinação contra a hepatite C – logo, as medidas preventivas devem ser levadas a sério. A principal forma de proteger-se é evitando todo tipo de contato com sangue possivelmente contaminado. Lâminas, escovas de dente, seringas, alicates, tesouras e demais objetos de uso pessoal não devem ser compartilhados.

A hepatite C é uma das poucas doenças crônicas que pode ser curada e, mesmo quando a cura não é atingida, os antivirais barram a progressão do quadro e reduzem a possibilidade de complicações como câncer de fígado, cirrose ou insuficiência hepática.

Deixe seu comentário