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21 / ago

10 fatos sobre o aleitamento materno

A amamentação é o mais íntimo elo que permanece conectando mãe e bebê mesmo após o parto. O leite materno é o único alimento necessário para suprir as necessidades nutricionais e de desenvolvimento dos bebês até os 6 meses de idade (de acordo com a Organização Mundial da Saúde), além de ser um ato de amparo e acolhimento emocional, que incentiva o bebê a crescer com confiança e, no futuro, não temer a autonomia.

Conheça mais sobre os benefícios que este ato de amor oferece para a mãe e para o bebê e compreenda porquê a OMS recomenda que a amamentação seja mantida até os 2 anos de idade:

FAZ MÁGICA PELA SAÚDE DO BEBÊ

Cada mãe produz o leite perfeito para as necessidades biológicas de seu filho. No contato com a mama, a saliva do bebê comunica a presença de doenças ao organismo materno, estimulando-o a produzir leite enriquecido com antibióticos específicos para restabelecer a saúde do bebê. Durante as primeiras semanas de vida, é o leite materno que protege o bebê contra gases, infecções intestinais e prisão de ventre, além de estimular a digestão. Também é essencial para o desenvolvimento do aparato imunológico do bebê, diminuindo a ocorrência de alergias. Além disso, o movimento da boca durante a mamada ajuda a desenvolver a mandíbula e o palato infantis.

PROTEÇÃO PARA SEMPRE

O leite materno é a principal fonte de imunização do bebê nos primeiros meses de vida, mas também oferece proteção vitalícia contra algumas doenças. Bebês alimentados exclusivamente com leite materno até os 6 meses de idade se tornam menos propensos ao desenvolvimento de doenças como asma, eczema, hipertensão, diabetes tipo I e II, colesterol elevado, obesidade, colite ulcerosa e até leucemia.

BENEFICIA A MÃE TAMBÉM

A amamentação tem poder curativo na recuperação pós-parto: auxilia o útero a voltar ao tamanho normal em menos tempo, reduz a perda de sangue e libera hormônios que diminuem a incidência de depressão pós-parto. A mulher que amamenta também tem menores chances de desenvolver câncer de mama e de ovário, osteoporose e doenças cardíacas – quanto maior o período de amamentação, menor o risco.

ESPECIAL PARA MAMÃES DIABÉTICAS

Mulheres diabéticas que amamentam são ainda mais beneficiadas. Isso porque a amamentação é um mecanismo que reduz as taxas de açúcar no sangue naturalmente, estabilizando tanto os quadros de diabetes gestacional quanto os de diabetes pré-existente.

CONEXÃO MAMÃE E BEBÊ

Durante o amamentar, o corpo da mãe é inundado de ocitocina, o “hormônio do amor” que desperta alegria e relaxamento – e ainda ajuda o bebê a dormir e se acalmar. Os bebês conseguem reconhecer suas mães pelo cheiro do leite, e é por isso que buscam o colo materno quando sentem fome. Pesquisas indicam ainda que bebês amamentados pela mãe têm menos chances de sofrer da síndrome de morte súbita.

O QUE HÁ NO LEITE

Além de suprir a fome, o leite materno é um alimento vivo e complexo, composto por cerca de 300 substâncias a mais do que o encontrado nas fórmulas artificiais – entre elas, há anticorpos, enzimas digestivas, minerais, vitaminas, nucleotídeos, aminoácidos, carboidratos e gordura. O leite fornece energia, faz o bebê crescer, auxilia na maturação da mucosa intestinal e é essencial para a formação do sistema imunológico infantil.

O LEITE NÃO É SEMPRE O MESMO

Sua complexa composição está em constante transformação para atender os diferentes estágios de desenvolvimento do bebê. Para os primeiros dias de vida, as glândulas mamárias produzem um leite com alta concentração de nutrientes, chamado colostro. O leite de transição é produzido a partir do quarto dia, e é somente após o décimo dia de vida do bebê que se inicia a produção do chamado leite maduro.

E TAMBÉM MUDA DURANTE O DIA

Além de se adequar às fases de desenvolvimento do bebê, o leite materno também se modifica ao longo do dia para atender às demandas diárias do organismo infantil. A hora do dia, o ambiente e a dieta materna são fatores diretamente relacionados ao tipo de leite produzido. O leite noturno, por exemplo, costuma ter maior concentração de melatonina, que ajuda o bebê a pegar no sono mais rápido.

A PREPARAÇÃO COMEÇA CEDO

O organismo materno produz hormônios referentes à produção de leite e à preparação do corpo para a amamentação muito antes do nascimento – na realidade, o parto é apenas o último dos sinais que desperta a produção. Como o corpo não pode distinguir exatamente quantos filhotes se originaram naquela gestação, é comum que a produção de leite inicial seja maior do que o bebê necessita. Basta algum tempo de relação entre mãe e bebê para que o organismo materno regule a produção para quantidades condizentes com a necessidade do(s) bebê(s).

QUANTIDADE PRODUZIDA

A produção média de uma mulher lactante é de até um litro diário, e os bebês costumam consumir entre 200 e 250 ml por mamada – mas as glândulas mamárias são altamente orientadas pela demanda do bebê, podendo aumentar ou reduzir a produção de maneira rápida. O seio da mãe nunca fica completamente vazio após a mamada, e esta pequena reserva é o que estimula a produção de mais leite, pois o corpo materno identifica que tal quantidade não seria suficiente para saciar o bebê na próxima mamada. Para mamães adeptas da amamentação exclusiva, o leite pode levar até meses para sumir por completo (graças à dedicação integral do organismo materno em nutrir sua cria).

 

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